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Trabalhos Manuais

Hoje em dia, veem-se muito poucos jovens a fazerem trabalhos manuais, artesanato.

Parece que a única razão válida que encontram para mexer os dedos é a usar as novas tecnologias (computador, consola de jogos, telemóvel, etc.) e pouco mais.

Não conhecem outra realidade, e é de lamentar.

É a realidade em que nasceram. Os pais passam o dia a olhar para um ecrã, dependentes e sempre ocupados.

 

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Por isso, desde muito cedo começam-nos a imitar.

Cá em casa, acontece algo parecido. Não vemos televisão, e embora tenhamos muito cuidado em não usar o telemóvel à frente do L, claro que invariavelmente isso acontece. Mas acontece muito mais quando fazemos ou atendemos chamadas, do que a navegar na internet.

E, claro, somos imitados. Como?

Bem, nós temos uma capa de telemóvel que não usamos, e demo-la. Ele adora e gosta de andar com aquilo para todo o lado. E volta e meia, lá anda ele com a capa encostada ao ouvido a fingir que liga para os avós…

Trabalhos Manuais
A Felicidade, do filme “Inside Out”

Cada vez mais começam a surgir novos casos de pessoas muito novas que sofrem de lesões no corpo devido a más posturas. Hérnias discais, tendinites… parecem ser coisas normais nos jovens actuais.

Parece incrível como se pode chegar a uma idade tão jovem e com o corpo a envelhecer.

Descobri recentemente que existe a profissão de jogador profissional de jogos de computador, em que passam o dia inteiro sentados, em frente a um ecrã, a jogarem. E são pagos para isso.

São profissões que, tal como os atletas profissionais, têm uma carreira muito curta, e são obrigados a retirarem-se numa idade muito nova (antes dos 40 anos):

  • Os atletas profissionais, porque o corpo (no seu todo) foi submetido a um enorme desgaste físico durante muitos anos
  • Os outros tipos de jogadores profissionais, porque as suas mãos foram submetidas a um enorme desgaste a fazer o mesmo tipo de movimentos durante longos anos.

Antigamente só quando se chegava a uma idade mais avançada, é que começavam a surgir estes problemas. Mas viam-se, principalmente, nas pessoas que trabalhavam no campo, devido às más posturas originadas pelas colheitas que tinham que fazer.

Tudo tem que ter um equilíbrio.

Tenho conhecimento de pessoas jovens que já têm problemas de tendinite nas mãos e hérnias discais, precisamente porque passam o dia inteiro sentados em frente ao computador. Já para não falar do andarem com um ombro mais elevado que o outro, resultado do longo tempo passado com o telemóvel entre o ombro e o ouvido. Uma espécie de kit mãos-livres prejudicial à saúde.

É o seu trabalho, mas o que é mais valioso?

O trabalho, ou a saúde?

Trabalhar para ganhar dinheiro, para pagar as tuas despesas de saúde que tens devido ao trabalho que fazes.

Reparaste no ciclo vicioso em que muitas pessoas estão, sem se darem conta?

Recentemente, li um artigo publicado na internet, que refere que em Inglaterra, os estudantes de cirurgia estão a ter problemas de destreza manual para coser os seus pacientes.

 

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Como é isto possível?!

Um cirurgião com problemas de destreza? Por favor, digam-me quem são para não os deixarem sequer tocar-me, se chegar a essa altura!

É tão ou mais importante ter elevados níveis académicos, como a necessidade de desenvolver a habilidade e perícia nas mãos.

Outro artigo com que me deparei, refere que foi feito um estudo, em que mais de 60% das crianças preferem usar os computadores do que estar na rua.

 

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Percebo isso tudo, porque são fases da vida.

Eu próprio passei por essa fase dos jogos de computador, quando começaram a aparecer há mais de 20 anos atrás. Estar dias inteiros frente a um computador, tudo era novidade na altura.

Passei por isso tudo.

Mas não foi por causa disso que fiquei viciado. A vida obrigou-me a seguir o meu caminho e a procurar soluções para os problemas que me iam aparecendo.

Como em tudo, tem que haver bom senso.

Começa em casa, por exemplo, com os pais a incentivarem os filhos a fazerem mais trabalhos manuais.

A fazer pequenas reparações, por exemplo. Ou a frequentar workshops de marcenaria, ou outro tipo de artesanato.

 

Um floral em talha, feito por mim

A confiança e a auto-estima eleva-se quando vemos algo feito pelas nossas próprias mãos. Ficamos contentes quando criamos.

 

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Tal como é importante desenvolver a nossa mente ao estudarmos o que nos interessa, também é importante estarmos envolvidos noutras áreas, tais como a música, artes dramáticas, pintura, etc.

Desenvolvermo-nos como um todo, de modo a que tenhamos uma vida rica em experiências nas mais variadas formas.

Sermos um ser completo.

Antigamente, na escola existia uma disciplina que se chamava “Trabalhos Manuais”. Lembro-me perfeitamente, porque aprendi várias artes manuais, entre as quais fazer um livro (desde colocar a capa até coser as folhas com agulha e linha) e um pequeno assador de chouriços em barro.

Será que ainda existe?

São memórias que perduram porque aprendemos muito mais a fazer do que a ler ou a ouvir.

Criar memórias, recordações. É o melhor que podemos ter.

E isso só acontece se envolvermos os nossos filhos em actividades manuais.

 

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Muitos dirão que não gostam, ou que é coisa que já não se faz. Mas secalhar nunca experimentaram, e não sabem se gostam. Afinal, não sabemos o que não sabemos.

Tive a sorte de ter um avô serralheiro que tinha uma pequena garagem com várias ferramentas manuais, e onde ele fazia de tudo um pouco. Até fez uma mesa de ping-pong em tamanho real, para eu e o meu irmão jogarmos! Confesso que gostaria de ter aprendido mais coisas com ele, mas o bichinho ficou cá.

Gosto de arranjar coisas, de inventar. De encontrar soluções.

O ser humano não foi feito para fazer actividades repetitivas durante muito tempo. A monotonia instala-se e a criatividade começa-se a desvanecer.

Para isso existem os robots.

O ser humano é um criador por natureza, um inventor.

Qual foi a tua última criação?

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Levanta-te e luta!

Sim, levanta-te e luta! Quando a vida te prega rasteiras para as quais não estavas à espera, não penses que ficar no chão é opção.

“Não importa quantas vezes cais, mas sim quantas vezes te levantas”, já diz a famosa frase.

E, de facto, torna-se verdadeira a partir do momento em que nos levantamos e percebemos que temos muito mais a ganhar do que ficar no chão.

Se ficarmos no chão, não iremos perceber o nosso real valor. Ficaremos sempre a pensar no que poderia acontecer se nos levantássemos mais uma vez. Muitas das vezes apetece-nos ficar no chão, parar. É o nosso ego a dizer-nos basta. Basta de humilhações. Basta de tentativas falhadas. É mais apetecível ficar numa posição conhecida e confortável, do que enfrentar o desconhecido.

Mas a cada tentativa falhada, ficamos um pouco mais perto da nossa visão. Sabemos melhor qual o caminho que devemos percorrer. A próxima tentativa correrá ainda melhor. E vai chegar o dia em que acumulaste tanta experiência nas tentativas falhadas, que já sabes fazer tudo para que as coisas resultem bem.

Podes perder uma batalha, mas chega sempre a hora de bater com as mãos no chão e continuar a perseguir o teu sonho.

A tua luta é pessoal e só tu a podes combater.

A vida prega-nos rasteiras, é verdade. Mas muitas vezes existem para que encontremos a força necessária para continuarmos o nosso caminho. Erguemos a cabeça e ganhamos mais confiança, mais auto-estima. O nosso horizonte altera-se e a nossa zona de conforto expande-se. O que tínhamos como garantido, deixou de o ser.

Encontramos muitas pessoas que andam perdidas. Exteriormente parecem que estão bem, mas no seu interior não são pessoas felizes.

Nunca tentaram ser felizes?

Tentaram uma vez, falharam, e não voltaram a tentar?

Sabem que podem dar mais de si, tornarem-se uma versão melhor de si mesmas, mas isso implica uma mudança. Mudança do estilo de vida. Mudança de hábitos, rotinas.

O único factor constante é a própria mudança.

O ser humano é extraordinário, e somos muito mais resilientes do que imaginamos. É nas adversidades que percebes o quanto vales.

Por isso é muito importante teres um caminho definido, um plano de acção. Se não der por um lado, então tentas pelo outro. E se mesmo assim não conseguires vislumbrar o caminho, limita-te a andar. O caminho aparecerá à medida que for feito. À medida que fores adquirindo novos conhecimentos, conhecendo novas pessoas.

As rodas do universo começam a funcionar a partir do momento em que decides caminhar.

Pode parecer um pouco estranho, mas funciona. As coisas acontecem como que por magia, e o que parecia impossível começa a tornar-se uma possibilidade remota.

luta

Faz-me lembrar o filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, onde o protagonista não vê a ponte invisível que está mesmo à sua frente. Tem que acreditar e dar o primeiro passo. E a magia acontece.

Sempre fui uma pessoa curiosa e gosto de perceber como as coisas funcionam. Questionar é importante para mim, permite-me raciocinar melhor e tomar decisões baseadas nas minhas conclusões. Permite-me pensar “fora da caixa”.

Hoje em dia existem coisas que já não questiono nem tento perceber o porquê de acontecerem.

Simplesmente sei que acontecem, e há coisas que não se explicam.

Também é importante aceitar as informações que as outras pessoas dão, sem fazer julgamentos. Mas é ainda mais importante questionar. É uma ferramenta importante que nos permite evoluir. Se uma multidão segue para o mesmo caminho, por que razão haverei eu de seguir esse mesmo caminho? Existe alguma regra? A sociedade assim o exige, embora de uma forma inconsciente? Ao ser humano foi dada a capacidade de pensar por si próprio, mas cada vez mais a sociedade faz-nos esquecer disso mesmo. Somos “empurrados” a seguir o mesmo caminho que a multidão segue, sem questionar.

O caminho contrário poderá parecer um pouco ortodoxo, fora do contexto do que é considerado “normal”. Mas o que é normal para uns, pode não ser para outros.

Afinal, cada pessoa tem o seu caminho para seguir.

Faz-nos sentir bem sabermos que estamos a percorrer o nosso caminho, mesmo caminhando sozinhos. Claro que é ainda melhor ter também outras pessoas a acreditarem em nós, faz-nos sentir que não estamos sozinhos e que temos um ponto de apoio, se for necessário. São essas pessoas que, embora parecendo que não estão lá, aparecem sempre na altura certa para nos dar a orientação correcta, para nos estimular. Mas é apenas um bónus, porque o importante é sentires que estás a seguir o teu caminho, mesmo sem estrada à vista.

Faz-me lembrar um outro filme, “The Matrix”, em que o Neo sabe que alguma coisa não está bem na sua vida e só começa realmente a acreditar em si próprio quando aparece outra pessoa, o Morpheus, que acredita mais nele do que ele próprio.

A propósito, este é um filme cheio de mensagens subliminares, já pensaste bem?

Sabias também que é muito interessante ter um caderno, uma espécie de diário, onde anotas os teus planos, as tuas conquistas, o que esperas da vida para os próximos anos?

Desta forma, no final de cada ano, podes reler o que escreveste e perceber o quanto mudaste. O quanto mudaram os teus objectivos para chegares à tua visão.

A evolução que houve pode ser assombrosa, mas só te apercebes realmente disso se tomares notas.

Acredito que viemos a este mundo para evoluirmos e ajudarmos também os que se aproximam de nós a evoluírem. Caminhamos para um plano vibratório mais elevado, e isso só acontece se evoluirmos todos em conjunto.

E para ajudarmos o próximo, temos que estar bem connosco. Temos que nos sentir vivos. E isso só acontece se não desistirmos dos nossos sonhos.

Não gostamos de pensar na morte, porque achamos que ainda está muito longe, mas o tempo passa muito rápido.

Mais rápido do que gostaríamos.

E quando isso acontecer, que legado gostarias de deixar às novas gerações?

O que gostarias que estivesse escrito na tua lápide do cemitério?

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Os terríveis dois anos! E agora??

Pode-se dizer que o L está na faixa etária da “tal” crise dos dois anos.

Mas, muito sinceramente, não sei se se enquadra nisso.

Aliás, o que é isso da crise dos dois anos? Provavelmente foi um termo inventado por alguém que viu uma mudança acentuada de comportamento nos bebés que passam por esta idade.

Ou um termo inventado pela sociedade, para rotular o comportamento menos próprio.

Sinceramente não sei.

Hoje em dia tudo tem que ter um rótulo, um nome.

Só assim ficamos mais descansados porque sabemos do que se trata, e sabemos como lidar com isso.

Se existe um problema e tem nome, então tem que haver solução.

Cada vez mais se ouve falar muito de parentalidade positiva, parentalidade consciente, slow-parenting, etc.

Confesso que, para mim, a terminologia não é um factor indicativo.

Muito menos decisivo.

O que realmente importa mesmo é educar o meu filho com base em princípios que vão fazer dele uma pessoa com bons valores éticos, morais e sociais.

No fundo, que seja uma pessoa segura, confiante, altruísta, bondosa, sonhadora e independente.

Se este tipo de educação tem um nome?

Não sei, só queremos que seja Humano.

São princípios que gostamos de instruir desde muito cedo, e, à medida que ele vai-se desenvolvendo, começam-se a notar na forma como ele fala e interage com as outras pessoas, e com o meio envolvente.

Vou contar-te uma pequena história…

Certa vez, estávamos à mesa de um restaurante, e o empregado veio trazer-nos uma garrafa de água. Eu e a minha mulher nem nos apercebemos da situação, quando de repente, só ouvimos o empregado a dizer “de nada”.

Pára tudo! O que acabou de acontecer??

O nosso filho tinha agradecido ao empregado, e o empregado retribuiu-lhe a delicadeza do gesto!

Uma conversa de adultos (embora entre um bebé e um adulto), e o nosso filho tinha interagido com o empregado sem ninguém lhe dizer nada. Soube perceber o gesto que o empregado fez ao trazer-nos uma água, e sentiu que deveria agradecer por esse mesmo gesto.

São momentos como este que nos deliciam, e que nos fazem sentir que estamos no caminho certo.

Desde muito novo que também falamos com ele da mesma forma como falamos para um adulto. Não usamos termos “abébézados”. Os pópós, os piu-pius não existem nas nossas conversas. Não faz sentido usarmos termos que não são os verdadeiros, para que ele fixe esses termos e depois tenhamos que ensinar novamente os termos correctos.

Aprender, para desaprender e voltar a aprender… não, obrigado.

É uma escolha nossa.

O facto também de desde muito novo termos comunicado por gestos, através de BabySigns, permitiu que ele não se sentisse frustrado e fosse sempre um bebé feliz por ter uns pais que compreenderam as suas necessidades.

 

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Estamos também certos que esta forma de comunicar veio trazer-lhe mais segurança e confiança na forma de transmitir as suas emoções e os seus pensamentos, que hoje se revelam de uma forma mais consciente com o seu crescimento.

Sempre explicámos tudo da melhor forma possível para que ele possa compreender, e sempre na base do diálogo.

É muito importante o bebé perceber que é correspondido, e que é uma voz activa na sociedade.

Entendia sempre o que queríamos dizer, e ainda hoje isso acontece.

Mas estamos a falar de um bebé, que ainda está em pleno processo de desenvolvimento. E, tal como todos os bebés, tem os seus momentos menos bons.

Tentamos sempre dialogar, para que ele possa exprimir o que sente, e perceber quais as acções que o levaram a esse estado.

E deixamo-lo sentir as emoções, sem as reprimir.

Até nós, adultos, temos momentos menos bons, quanto mais eles, que estão em pleno processo de desenvolvimento.

Existem muitos artigos com truques e dicas para lidar com um bebé nesta fase. Como se existe um botão mágico para desligá-los quando estiverem a fazer birras… importa sim, seguires o teu instinto e perceber o porquê da “birra”.

Qual a acção que levou aquele bebé a estar naquele estado? Que emoções estará a sentir?

Como seres humanos que somos, também perdemos a paciência.

Apetece-nos “saltar a tampa”, mas suspiramos fundo e tentamos colocar os nossos pensamentos em ordem, para não nos desviarmos da educação que pretendemos dar.

dois anos

 

Não somos apologistas de palmadas psicológicas, mas sim de consequências.

Não de consequências fúteis e sem sentido, mas daquelas bem fundamentadas e adequadas à situação.

Fazem sempre parte do nosso dia-a-dia, e quando existe alguma acção menos própria, existe uma consequência, para que ele possa perc

eber.

Se estamos à mesa a comer, e atira o individual para o chão, o individual fica sujo e depois já não pode comer naquele individual, por mais que goste e queira comer como os pais.

Se molha o chão da casa de banho enquanto está a tomar banho, depois terá que limpar.

Tudo o que ele manda para o chão, terá que apanhar.

Claro que também ajudamos, porque os bebés seguem o nosso exemplo. Aprendem muito mais pela acção do que pelas palavras, e por isso aqui em casa temos algum cuidado na forma como pegamos nos objectos, como interagimos uns com os outros, etc.

Não esperes ficar sentado no sofá e ordenar ao teu filho que faça as coisas sozinho, sem dares o exemplo…

Sâo este tipo de consequências que o ajudam a perceber a relação causa-efeito.

O estado emocional dos adultos cuidadores também é muito importante.

O bebé “sente” quando alguma coisa não está bem, por isso o ambiente em casa tem que ser calmo e sereno.

Tens que estar bem contigo próprio, só assim podes ajudar quem precisa.

Cada família tem a sua forma de educar, e não existe nenhuma fórmula mágica que funcione para todos.

Observa o teu filho, e percebe como podes interagir com ele da melhor forma possível, sem o expores ao ridículo, e dando o melhor exemplo possível.

Terrible two? Para quem?

Sinceramente não vejo crise dos dois anos. Vejo sim, um ser a crescer e a desenvolver-se, e que precisa de ser compreendido. E com isso vem a aquisição de novos conhecimentos, novas emoções.

A descoberta de uma identidade.

O que pensas desta fase dos dois anos?

Gostaria de saber a tua opinião.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Um Novo Início

Um novo ano começa, e com ele surge um novo início. Surge a vontade de mudar o que não está bem na nossa vida.

Largar o passado, fazer planos no presente, para mudar o futuro.

A lista das mudanças que queremos implementar é feita, novos projectos são colocados em papel. As datas são traçadas.

No entanto, o tempo não perdoa, e o fulgor inicial que adveio do início do novo ano perde-se com o passar dos meses.

Chegamos ao dia em que tínhamos planeado que o tal projecto estaria concluído, mas não aconteceu. As datas derrapam. E com elas foge a vontade de mudar a nossa vida.

O problema é das outras pessoas? Da falta de dinheiro? Da sociedade? Não há tempo suficiente?

Falta de empenho?…

Lembra-te que não é preciso haver uma mudança de ano para mudares de vida. Não é preciso ninguém dizer-te quando deves mudar. A mudança começa quando tu quiseres. E começa dentro de ti.

De ti, para o mundo.

Quando estamos acomodados, não é fácil mudar. Precisamente porque se trata de uma mudança.

O ser humano é um animal de hábitos, e a mudança exige abandonar algo que temos como garantido para embarcar no desconhecido.

Mas só assim saímos da nossa zona de conforto. Só abraçando o desconhecido podemos conhecer novas pessoas, conhecer novas realidades, fazer novos planos.

Ser persistente quando os resultados não aparecem é uma mais-valia nos dias de hoje. É muito mais fácil abandonar a nova vida que planeámos e voltar ao que éramos, do que manter-nos rumo ao desconhecido. É um falso porto de abrigo.

E muitas vezes enveredamos por caminhos que não nos levam a lado algum, apenas para termos que recomeçar.

Dar um passo à frente, para logo a seguir dar dois passos atrás. Mas a resiliência acaba por dar os seus frutos, é tudo uma questão de tempo, e de fazer a acção correcta durante o tempo necessário.

É necessário confiar no nosso instinto e no nosso coração.

Sentir que estamos a fazer o correcto e a avançar rumo à nossa visão.

A mudança aparece lado a lado com o estabelecer de novos rituais, hábitos e rotinas.

Mudarmos o nosso pensamento em relação a quem somos, e a quem realmente queremos ser.

Um novo início implica largar tudo o que não nos faz falta, incluindo as pessoas que não nos deixam desenvolver, porque pensam que parados é que estamos bem. Muitas vezes essas pessoas não fazem por mal, porque eles próprios receiam a mudança e não querem que tu mudes. Querem-te ao pé deles, parados no tempo. Receiam que tu descubras a verdade, que realmente é possível mudar, se a tua intenção se manifestar de diversas formas. Receiam saber que eles próprios poderiam mudar, mas que se sentem bem assim.

Ser disciplinado é imprescindível para atingirmos os nossos objectivos. A disciplina constrói-se mantendo o foco no que é essencial.

Dividir os planos em objectivos pequenos, que levem na direcção que pretendemos ir.

E o tempo… segmentar bem o dia é um factor primordial.

O novo projecto tem-me consumido muito tempo e não tenho tido muito tempo para fazer outras coisas essenciais, mas é tudo uma questão de prioridades. Não me estou a queixar, até porque quando fazemos o que gostamos, o tempo parece passar a correr. Parece que os segundos andam mais rápido. Alguém pode dizer aos seres pequeninos que estão dentro dos relógios, para abrandarem um pouco o tempo…?

Acima de tudo, o que importa é sermos verdadeiros connosco e confiarmos em nós próprios.

O caminho faz-se caminhando.

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Balanço do Ano

E porque é importante fazer um balanço acerca do ano que está a terminar, desta vez, decidi gravar uma pequena mensagem para ti.

 

 

Transcrição do vídeo:

“Olá,

O meu nome é António Santos, e sou o Papai Tó.

Gostaria de partilhar contigo um pouco do balanço que foi este ano.

Foi um ano cheio de coisas boas, que ajudaram o Papai Tó a crescer muito. É um caminho que está a ser feito com passos seguros e sólidos.

Não é fácil ser homem, pai, companheiro, artesão, empreendedor, e manter a nossa visão e o nosso foco intactos.

Mas vale bem a pena quando nos sentimos bem a fazer o que gostamos, e sabemos que é para um bem maior, para servir o outro o melhor possível.

Quero agradecer por este ano que passou, e por ter contribuído para uma maior consciência em relação à construção dos brinquedos e materiais pedagógicos, no que diz respeito à madeira e aos acabamentos utilizados.

Só por este factor, considero que um dos meus objectivos foi cumprido, através das informações que tenho passado nos meus artigos.

A oferta e a variedade é cada vez maior, e isso é salutar quando existe também qualidade, porque quem vai ganhar com isso é o consumidor. Que neste caso, serão os bebés e as crianças.

Não te esqueças também que ao comprares no comércio local, estás a contribuir para ajudar a alimentar uma família.

Enquanto que ao comprares numa grande superfície, estás apenas a alimentar o sonho de uma única pessoa.

Também em jeito de balanço, resta-me agradecer o apoio e incentivo em relação às mensagens que tenho transmitido, em que tento ajudar ao máximo a escolheres o melhor produto possível adequado às tuas necessidades, de acordo com os requisitos necessários em termos de certificação, da madeira utilizada e respectivos acabamentos.

O próximo ano reserva-me novos desafios, novas oportunidades para crescer e para vos servir ainda melhor. E no meio disto tudo, é muito importante não perder a integridade e sermos fiéis aos nossos princípios. Não tomar atalhos que nos possam levar por caminhos indesejados.

Espero no início do próximo ano ter já algumas das novidades que estou a preparar para vós.

Não te esqueças, certifica-te sempre que o que compras vem do comércio justo e que a sua construção e o tipo de acabamento (madeiras, tintas, vernizes, óleos, etc.) são certificados e próprios para os bebés e crianças mexerem.

É muito, muito importante.

Acede à minha página do facebook e pede para aderir ao grupo do Papai Tó para ficares a saber das novidades em primeira mão.

Desejo-te um bom ano, e que seja melhor do que imaginas.

Até para o ano.

Sê feliz.”

 

Obrigado pela tua presença.

 

 

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Feliz Natal!

Muito já se escreveu sobre o Natal, e como é vivido nas pedagogias de ensino mais conhecidas.

Não me vou alongar muito nesta semana, mas das recordações que tenho do Natal, as que me veem mais à memória não são as prendas que recebi.

A família reunida…

A montagem da árvore de Natal…

A colocação dos enfeites…

O presépio…

O ir apanhar musgo para colocar no presépio…

O cheiro da comida…

O calor humano…

A família reunida…

Isso sim, são as recordações que mais prezo e valorizo.

São precisamente essas que tento passar ao meu filho, bem como os valores inerentes a esta época.

No entanto, e sempre que possível, mostro-lhe que as boas acções são para serem praticadas durante o ano todo, não são só nesta altura. Ajudar o próximo sempre que possível, em qualquer altura do ano, é imperativo.

Infelizmente, esta época é rica no consumo desmesurado e incontrolável, onde olhamos para o nosso umbigo e facilmente nos esquecemos de que não estamos sozinhos.

Precisamos todos uns dos outros.

O Natal não se trata de consumir sem olhar a meios, mas sim de dar.

Só desta forma podemos receber.

Desejo-te um Feliz Natal, com tudo a que tens direito.

Que recordações tens do teu natal, na tua infância?

 

Obrigado pela tua presença.